Na verdade, existe o profissional encarregado de resolver assassinatos pelo estudo das larvas de insetos. Seu trabalho é calcular o "intervalo post-mortem" (o tempo entre morte e a descoberta do corpo), remontando às etapas de vida de insetos que põem ovos em cadáveres.
O entomologista forense aplica o estudo da biologia de insetos e outros artrópodes como aranhas e escorpiões em processos criminais. Esta prática ajuda a determinar local e tempo dos incidentes de acordo com a fauna encontrada no cadáver e o estágio de desenvolvimento desta.
Em documentos históricos, existem vários relatos da aplicação e experimentação da entomologia forense, e o conceito desta remonta meados do século XIII. No entanto, apenas nos últimos 30 anos a entomologia forense tem sido sistematicamente explorada como uma fonte verossímil de evidência em investigações criminais.
Atualmente, esta atividade não somente é reconhecida pela ciência, como tem sido empregada, sobretudo nos países desenvolvidos, como um importante recurso para esclarecer eventuais causas e circunstâncias de uma morte. No Brasil, a entomologia forense começa a se consolidar, graças às pesquisas desenvolvidas por uma equipe do Departamento de Parasitologia do Instituto de Biologia (IB) da Unicamp.
Dizem os especialistas que a entomologia forense é mais eficaz quando o período é superior a 48 horas, momento a partir do qual os métodos bioquímicos começam a ficar imprecisos. Os organismos necrófagos levam algum tempo para colonizar o corpo e começar a se desenvolver, mas seu desenvolvimento segue um padrão definido pela temperatura a que o corpo está exposto.
A aparição dos insetos obedece a uma seqüência. As moscas varejeiras normalmente são as primeiras a depositar ovos nos cadáveres, atraídas pelo odor da decomposição.
A entomologia forense pode proporcionar outras informações acerca de uma morte, como se o corpo foi movimentado de um lugar para outro, pois as espécies que costumam colonizar um cadáver variam de acordo com a localização geográfica. Ou seja, os necrófagos que se alimentam dos restos mortais de uma pessoa na zona urbana são diferentes daqueles que ocorrem na área rural. Além disso, a entomologia forense pode eventualmente indicar a causa de uma morte, o que é mais comum em casos que envolvem o consumo de drogas lícitas ou ilícitas por parte da vítima. Assim, na hipótese de uma morte provocada por overdose, essa substância certamente será encontrada no organismo dos artrópodes analisados.
Cada vez mais, esses dados proporcionados pela entomologia forense têm contribuído para o esclarecimento de crimes em várias partes do mundo, notadamente nos países desenvolvidos. Nos Estados Unidos, por exemplo, quando um cadáver é localizado a polícia toma o cuidado de chamar imediatamente um perito para coletar amostras de insetos e larvas do corpo, para posterior investigação. Somente depois disso é que pode ser providenciada a remoção.
Parece ser uma profissão apavorante, não é mesmo? Mas as pessoas que trabalham nesta área afirmam que têm muito orgulho de contribuir para desvendar casos de assassinatos e elucidar a polícia, assim como o CSI Grissom demonstra nitidamente.
Bjs
Fê
Ah não acho apavorante, meio nojento talvez. Bom se tivesse a oportunidade seria uma boa opção de profissão.
ResponderExcluirOi Silvia, eu não me daria bem realizando essa atividade, pois não tenho estômago para isso. Sou fraquinha, fraquinha...
ResponderExcluirBjs
Fê