A interação homem-animal tem sido abordada pela sociologia, psicologia, antropologia, medicina veterinária e outras ciências e está presente no cinema desde sempre.
Para os cientistas, um bicho de estimação pode não ser apenas uma questão de lazer ou de companhia. A medicina está descobrindo que eles também podem ser benéficos para a saúde humana.
Estudos relatam que pessoas, ao interagirem com animais, tendem a apresentar níveis controlados de stress e pressão arterial, além de estarem menos propensas a desenvolver problemas cardíacos. Em termos psicológicos, os cães,considerados como preferidos do homem, através de sua pureza e espontaneidade instintiva, resgatam a criança interior da pessoa e aumentam a capacidade de amar da mesma.
Filmes sobre a relação homem/animal sempre me comovem e revelam muito do ser humano.
Garimpando pelo mundo da telona, recolhi alguns dos animais mais importantes de toda a história do cinema e suas interpretações tão verdadeiras.
Apesar de estar pouco socializado com os seres humanos, Trimble sabia que esse era o cão que procurava e o trouxe para Hollywood. Após seu primeiro filme, "O Chamado Silencioso" (1921), Strongheart se tornou um astro e arrebatou fãs de todas as idades.
Protagonizou uma série de longas, incluindo uma adaptação do romance de Jack London “Caninos Brancos” (White Fang, 1925). Ele viajava de trem por todo o país fazendo apresentações pessoais. Multidões se aglomeravam para ver a nova sensação do cinema mudo.
Ele também contracenou com Lady Jule, uma bela fêmea pastor alemão com quem teve muitos descendentes.
Quando estava filmando para um novo filme escorregou e caiu contra um holofote do estúdio que estava muito quente. A queimadura que parecia apenas superficial se transformou em um tumor em poucas semanas. Strongheart morreu no auge da carreira em 1929.
Sua aposentadoria se deu depois de estrelar o filme “Dr. Doolittle” em 1967 com Rex Harrison.
Hoje vive tranquilamente como a estrela de um santuário para chimpanzés da Creative Habitats na Califórnia, onde assiste a seus antigos filmes e faz pinturas abstratas, vendidas para arrecadar fundos para o local.
Aos 77 anos, é o primata não humano mais velho já registrado, pois na natureza, membros de sua espécie costumam viver até os 45 anos.
No site cheetathechimp.org é possível comprar as pinturas do chimpanzé e fazer doações ao santuário para preservar a espécie de extinção.
A personagem apareceu pela primeira vez num conto escrito pelo autor anglo-britânico Eric Knight, publicado em 1938 no Saturday Evening Post. A história terminou virando livro em 1940.
Em 1943 o livro de Eric Knight já era sucesso em vendas e sua história acabou recebendo uma adaptação para o cinema com o título de “Lassie e a Força do Coração” (Lassie Come Home). No filme, dirigido por Fred M. Wilcox, a cadela Lassie, que é na verdade o macho Pal, é vendida por sua família, que está com sérios problemas financeiros. Não satisfeita, Lassie viaja mil milhas para retornar à casa de seus verdadeiros donos.
Com o sucesso da produção, Lassie ganhou novos filmes, séries de rádio, um desenho animado e um programa de televisão extremamente popular, que durou de 1954 a 1973.
Durante sua carreira muitos foram os cães que representaram os papéis, mas todos desempenharam muito bem o que lhe era pedido. Lassie foi eleita o animal mais popular do cinema. A esperta cadela ficou com 54% dos votos.
Lassie deixou suas patas na história. Ela é um dos três únicos animais, ao lado dos cachorros Rin Tin Tin e Strongheart, a ter sua estrela na Calçada da Fama em Hollywood, honraria conquistada em 1960. Em 2005 foi eleita um dos 100 maiores ícones do cinema, o único animal da lista.
Continuem comigo, pois muitos animais que nos emocionaram ainda vêm por aí.
Bjs
Fê
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Deixe aqui um comentário