Embora seja lembrado pela sua atuação bizarra no palco, a música de Alice Cooper é tão ou mais impressionante que seu apelo visual.
Simulando execuções e trazendo letras explícitas, Alice Cooper se tornou uma figura controversa. Depois de Alice Cooper o rock nunca mais foi o mesmo.Inovador, polêmico, genial, são apenas alguns dos adjetivos que definem esse artista, um dos maiores de toda a história da música.
Alice começou a chamar a atenção do público com seus dois primeiros discos, Pretties for You (1969) e Easy Action (1970). A primeira música de sucesso, “I’m Eighteen”, veio em Love It to Death (1971), seguido por aquele que é considerado por muitos como o seu álbum mais criativo, Killer (1971). Porém seus discos mais famosos e mais vendidos foram Schools Out (1972) e Billion Dollar Babies (1973). Muscle of Love (1973) foi seu último disco como banda.
A partir de 1974, o grupo se desfez, Alice Cooper assumiu o nome e seguiu carreira solo, deixando um pouco de lado suas apresentações teatrais e fazendo um som cada vez mais heavy metal, em princípio recheado de baladas, com certo apelo comercial.Em 1978, Cooper foi internado em um hospital psiquiátrico para tratamento de alcoolismo, uma experiência narrada em From the Inside, que inclui algumas músicas de composições de Elton John e Bernie Taupin.
Cooper teve um hiato nesse período e voltou em 1986 com Constrictor, seguida por Raise Your Fist and Yell, tão profundo na veia heavy-metal. Retorna a Nightmare Tour e MTV Halloween especial mostrando seus horrores no palco para uma nova geração, fechando a década de 80 com o lixo de platina e “Poison”, seu primeiro single Top 20 em mais de uma década.
No início dos anos 80 explorou diferentes sons lançando os álbuns Flush the Fashion, Especial Power, Zipper Catches Skin. Mas nem todos os álbuns foram tão bem assim. Não por falta de criatividade ou de capacidade de Alice, e sim por causa do vício que prejudicava a sua vida e carreira.
Somente em 1989, com Trash, e em 1991, com Hey Stoopid, é que Alice voltou a figurar nas paradas e a fazer algum sucesso com material inédito.Em 2000, o álbum ”Brutal Planet”, um dos mais pesados de toda a sua carreira, também foi muito bem recebido, sendo seguido por uma extensa turnê com praticamente todos os shows lotados. No ano seguinte veio Dragontown, uma espécie de continuação do álbum anterior, com letras sarcásticas e o som mais arrastado. Um pouco mais devagar, é verdade, mas sem nunca deixar de soar pesado. Em 2003, o cantor lança The Eyes of Alice Cooper, reunindo 13 faixas.
De volta aos estúdios em 2005, Alice lançou o álbum Dirty Diamonds.
Cooper, para quem a Alice é uma personagem, pois ele fala dele mesmo na terceira pessoa, em entrevistas, também tem aparecido em vários filmes: Prince of Darkness (1988), Freddy’s Dead: The Final Nightmare (1991), e mais notavelmente Wayne’s World (1992).
Alice Cooper foi membro da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, os Mormons, por anos e chegou a fazer uma missão,atuando 2 anos como missionário, esses rapazes de gravata com uma plaqueta preta, que pregam o mormonismo. Ainda se tratando de ser Mormon Alice, como todos os outros missionários, fez convênios nos Templos Mórmons, onde usava uma roupa sagrada chamada de Garments, roupa esta que todo mórmon que já passou pelo Templo usa diariamente. Ao ir a um show de rock com esta roupa, foi expulso da Igreja. Bom saber de pessoas que marcaram nosso passado, não é?
Bjs
Fê
Fonte: HTTP: www.imdb.com
Muito interessante!
ResponderExcluirEsse Vincent é uma pessoa diferenciada que assumiu isso com a coragem que os diferentes têm. É um indivíduo espiritualizado, à parte o seu gosto musical exótico (macabro?). Uma pena que as religiões não estejam preparadas para todas as pessoas. Os mórmons não são nada diferentes.