Por 1600 anos, ela se manteve oculta, antes de ser reencontrada por um agricultor em 1748 que, ao trabalhar na região, localizou um muro da cidade.
Nos dois séculos seguintes, a cidade foi escavada por arqueólogos. Casas, prédios públicos, aquedutos, teatros, termas, lojas, vias pavimentadas e outras construções foram encontradas. Encontraram também objetos e afrescos que revelaram importantes aspectos do cotidiano de uma cidade típica do Império Romano.
Porém, o que mais impressionou os pesquisadores foram os corpos petrificados, em posição de proteção dos moradores quando atingidos pelas lavas vulcânicas. Cinzas e lama moldaram os corpos das vítimas, permitindo que fossem encontradas do modo exato em que foram atingidas pela fúria do Vesúvio.
As pesquisas revelaram que a sociedade de Pompéia como qualquer outra do Império Romano, apresentava grandes contrastes e diferenças de classe: os escravos e plebeus trabalhavam para os ricos e o sonho dos cativos, quando conseguiam a liberdade, era ganhar dinheiro suficiente para comprar seu próprio escravo.
Pompéia vivia basicamente do comércio de azeite e do vinho que produzia. Sua localização estratégica, entre o mar e a foz do rio Sarno, facilitava a exportação desses produtos para cidades do Mediterrâneo. No século II a.C., o comércio ganhou impulso e isso se refletiu de imediato nas construções, que aumentaram em número e em luxo.
Hoje a cidade de Pompéia é próspera e possui 25 mil habitantes que se relacionam perfeitamente bem com a invasão de turistas do mundo todo, interessados pelas ruínas do sítio e em conhecer um pouco da vida do povo que viveu em outra época e que foi tão bem preservada.
Andar pelas ruas de Pompéia é voltar 2000 anos na história e experimentar a sensação de estar vivendo o Império Romano com suas legiões de centuriões marchando pelas ruas da cidade impondo o poder de um imperador soberano.
Podemos entender como o homem rico e privilegiado e o escravo comum viviam em seu dia-a-dia durante o tempo em que o cristianismo começava a se espalhar por todo o Mediterrâneo, além de elucidar os costumes e cultura de uma cidade com tanta influência grega e romana.
O que está esperando para elaborar um roteiro e viajar para este lugar encantador?
De Nápoles são apenas 15 minutos para apreciar Pompéia que tem ao fundo o Vesúvio. Acho que vale muito a pena quando puder.
Bjs
Fê
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